"Que não disfarcemos mais o veneno como cura de nossos medos."
Elvis Marlon
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Parabéns a todos nós!
Pela divina mentira de cada dia
Parabéns!
Para o bem de todos nós!
Que não queiramos só felicidades
Para o bem...
A evolução virá!
Nem que arrastada pela desgraça
A evolução virá!
E toda a carne, não mais privará
A evolução virá!
Mesmo que cover eu seja pra sempre
Há revolução!!!
A evolução virá!
E que essa guerra nos torne guerreiros
A evolução virá!
Brancos em pretos, crentes em macumbeiros
A evolução virá!
E que meus filhos só morram depois que eu...
Elvis Marlon
Pela divina mentira de cada dia
Parabéns!
Para o bem de todos nós!
Que não queiramos só felicidades
Para o bem...
A evolução virá!
Nem que arrastada pela desgraça
A evolução virá!
E toda a carne, não mais privará
A evolução virá!
Mesmo que cover eu seja pra sempre
Há revolução!!!
A evolução virá!
E que essa guerra nos torne guerreiros
A evolução virá!
Brancos em pretos, crentes em macumbeiros
A evolução virá!
E que meus filhos só morram depois que eu...
Elvis Marlon
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Bom dia?
Em uma dessas valiosas e caxienses manhãs quaisquer, que passam muitas vezes despercebidas por mim e por muitos, percebi através de um “Bom dia!”, meu por sinal, uma ameaça a todos os gentis e simpáticos cidadãos que ainda preservam o bom hábito de oferecer o sempre bem-vindo “Bom dia!”.
Para variar (literalmente) eu havia acordado cedo com toda a disposição que me é dada durante minhas intermitentes fases de auto-estima, onde primordialmente por terapia e posteriormente por obrigação, costumo varrer o quintal e a calçada da frente de minha casa. Com a experiência que adquiri durante tais manhãs, já havia elaborado toda uma técnica que colaborava para que minhas tarefas com a vassoura fossem cada vez mais agradáveis e eficientes. Pois bem, quando ainda expulsava com toda a sutileza as menores entre as folhas secas que entulhavam a sarjeta e as brechas entre os paralelepípedos do meio-fio, tomado de entusiasmo que até as mais simples realizações nos proporcionam, resolvo compartilhar parte de minha efêmera alegria com uma senhora que se aproxima, preste a cruzar o portão de minha casa, onde me encontro. Já decidido a ofertar-lhe meu bem intencionado “Bom dia!”, aguardo o momento ideal, que a meu ver seria o instante em que descompromissadamente me fitaria. Não fitou-me. De súbito, antes que por mim passasse , exclamei: Bom dia! A senhora que antes passava sem nem fita oferecer-me, agora me olhava assustada, desconfiada, mas com sua caminhada ininterrupta. Tal reação surpreendeu-me, ousei um sorriso amarelo. Recusado, logo em seguida. A senhora resolveu não arriscar, deu-me as costas e seguiu sem olhar para atrás com andar desconcertado. Guardei meu sorriso amarelo e continuei meu trabalho certo de que insistiria em arriscar com o próximo que me cruzasse, um: Bom dia!...
Elvis Marlon
Para variar (literalmente) eu havia acordado cedo com toda a disposição que me é dada durante minhas intermitentes fases de auto-estima, onde primordialmente por terapia e posteriormente por obrigação, costumo varrer o quintal e a calçada da frente de minha casa. Com a experiência que adquiri durante tais manhãs, já havia elaborado toda uma técnica que colaborava para que minhas tarefas com a vassoura fossem cada vez mais agradáveis e eficientes. Pois bem, quando ainda expulsava com toda a sutileza as menores entre as folhas secas que entulhavam a sarjeta e as brechas entre os paralelepípedos do meio-fio, tomado de entusiasmo que até as mais simples realizações nos proporcionam, resolvo compartilhar parte de minha efêmera alegria com uma senhora que se aproxima, preste a cruzar o portão de minha casa, onde me encontro. Já decidido a ofertar-lhe meu bem intencionado “Bom dia!”, aguardo o momento ideal, que a meu ver seria o instante em que descompromissadamente me fitaria. Não fitou-me. De súbito, antes que por mim passasse , exclamei: Bom dia! A senhora que antes passava sem nem fita oferecer-me, agora me olhava assustada, desconfiada, mas com sua caminhada ininterrupta. Tal reação surpreendeu-me, ousei um sorriso amarelo. Recusado, logo em seguida. A senhora resolveu não arriscar, deu-me as costas e seguiu sem olhar para atrás com andar desconcertado. Guardei meu sorriso amarelo e continuei meu trabalho certo de que insistiria em arriscar com o próximo que me cruzasse, um: Bom dia!...
Elvis Marlon
Bicho do mato
Bicho do mato que mato!
Por que me olhas sombrio?
Tens tanta moléstia nos olhos
Perdeste todo teu brio
Bicho do mato que mato!
Que já não dá bote, nem canta
Sujeito à minha vaidade
Que o guarda, que o falha, que o tranca
Bicho do mato que mato
Creio que tu mal tens vida
Bicho vazio, de nada
Não choras, não sofres, só findas
Bicho do mato que mato
Bicho do mato que prendo
Bicho do mato que eu compro
Bicho do mato que eu vendo
Corre para o mato
Bicho do mato
Que eu mato!
Elvis Marlon
Por que me olhas sombrio?
Tens tanta moléstia nos olhos
Perdeste todo teu brio
Bicho do mato que mato!
Que já não dá bote, nem canta
Sujeito à minha vaidade
Que o guarda, que o falha, que o tranca
Bicho do mato que mato
Creio que tu mal tens vida
Bicho vazio, de nada
Não choras, não sofres, só findas
Bicho do mato que mato
Bicho do mato que prendo
Bicho do mato que eu compro
Bicho do mato que eu vendo
Corre para o mato
Bicho do mato
Que eu mato!
Elvis Marlon