segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A planície já não mais tosca encontra-se pavimentada e predial. Pena! Costumava subir nas árvores, me alimentar de frutas e, após, fazer coco no pasto.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Um santo sossego
"Pro" santo sarado de cor
Cegou-se bem cedo
na cela do governador

Se sentia medo
no morro ele não demonstrou
"Sentou, sempre, o dedo"
nos "home" que o aprisionou

E a preta princesa
que sonhou com ele casar,
aos berros no beco,
babando, chorando, sem ar

E os negros malandros
Parceiros, fugidos de lá,
pipocam fuzis e pistolas
da "P" militar

Mataram uma cria do morro
Moleque de disposição
Valente e fiél à seu povo
Bem-vindo no mundo, foi não


Elvis Marlon

Testemunha Assassina ou À Sangue de Abelha ou Assassinato da suicída

Ela também cansou
Cansou de seu mel que é roubado
Cansou da falta de flor
Cansou do trabalho safado
Do homem que sempre a explorou

Cansada me veio avoada
Já certa de não querer mais
Cansada, me fez testemunha
Cansada, cansada demais

Na luz da Lãmpada que é cara e não pago
Pois gato ruge à leão
Pancada e zumbido de abelha
Abelha cansada do não

De lâmpada à faca, veneno
Coisa capaz de matar
De abelha à Ícaro triste
Pé na porta, suicídio ao ar

Zumbido, agonia, choque
Cansada e triste quer fim
"Cheirada", "pancada, rock
Mostrando tudo para mim

Eu, mudo, calado
O fim sem querer começar
Abelha gemendo no teto
Pé na porta, suicídio ao ar

Abelha me mata e não morre
O fim sem querer começar
cançado, safado, "pancado"
Pé na porta, suicídio ao ar

A vida é mais forte que a morte
Demora mais para acabar
Abelha é mais forte que o homem
Nada da morte chegar...
Nada da morte chegar!!!

Eu, "puto". Abelha não morre
Contudo, porém, morro já
Cançado, safado, "pancado"
resolvo a morte, ir buscar

A trouxe pelos cabelos
Após espancá-la. Sangrar
O ódio que a abelha me deu
À morte, vendi. Fiz pagar

Dei à abelha o que ela, só, foi incapaz
Dei-lhe o descanso, sossego
Dei-lhe o mel
Dei-lhe a flor fugaz

Elvis Marlon