quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Testemunha Assassina ou À Sangue de Abelha ou Assassinato da suicída

Ela também cansou
Cansou de seu mel que é roubado
Cansou da falta de flor
Cansou do trabalho safado
Do homem que sempre a explorou

Cansada me veio avoada
Já certa de não querer mais
Cansada, me fez testemunha
Cansada, cansada demais

Na luz da Lãmpada que é cara e não pago
Pois gato ruge à leão
Pancada e zumbido de abelha
Abelha cansada do não

De lâmpada à faca, veneno
Coisa capaz de matar
De abelha à Ícaro triste
Pé na porta, suicídio ao ar

Zumbido, agonia, choque
Cansada e triste quer fim
"Cheirada", "pancada, rock
Mostrando tudo para mim

Eu, mudo, calado
O fim sem querer começar
Abelha gemendo no teto
Pé na porta, suicídio ao ar

Abelha me mata e não morre
O fim sem querer começar
cançado, safado, "pancado"
Pé na porta, suicídio ao ar

A vida é mais forte que a morte
Demora mais para acabar
Abelha é mais forte que o homem
Nada da morte chegar...
Nada da morte chegar!!!

Eu, "puto". Abelha não morre
Contudo, porém, morro já
Cançado, safado, "pancado"
resolvo a morte, ir buscar

A trouxe pelos cabelos
Após espancá-la. Sangrar
O ódio que a abelha me deu
À morte, vendi. Fiz pagar

Dei à abelha o que ela, só, foi incapaz
Dei-lhe o descanso, sossego
Dei-lhe o mel
Dei-lhe a flor fugaz

Elvis Marlon

Nenhum comentário: