Acorda gente contente!
Tudo é tão pouco pra gente!
Tu sabes o que é ser feliz?
Se achas que sabes me diz!
Teu silêncio,
Me revela tua verdade.
Como ser feliz,
Sem haver liberdade?
Quantos pecados afirmam ser teu.
Não és culpa tua,
Se ele morreu!
Agente morre, vamos embora!
Mas não é justo conosco,
Que morramos antes da hora!!
Elvis Marlon
quarta-feira, 30 de julho de 2008
terça-feira, 22 de julho de 2008
Sexta...
Apesar de nunca ter tocado no luxo, na luxúria sim. Essa a possuía ou “a” possuía essa: imagem forte e bem desenhada, cheia de curva. Do “cabra” de primeira bater os olhos e ficar alguns segundos, abestalhado. Com libido feito passarinho brabo se batendo na gaiola que o aprisiona. Os guris que naturalmente se encontram na “idade do macaco”, festejam na quinta à noite após o “bába” a chegada da manhã de sexta. Pois é o dia da moça comprar o pão, já que acorda cedo para ir ao cursinho semanal de computação que sua avó lhe matriculara. A caminho da padaria, vestindo seu shortinho de dormir, curtinho, que por debaixo da camisa de manga breve se esconde de vez; dá bom dia a quem estiver na rua, atiçando e renovando já pela manhã, a imaginação dos guris que curiosamente e exclusivamente naquele dia aproveitam para tomar um demorado banho após a sagrada, consagrada e essencial cena matinal de sexta. Prazer esse, que é lhes dado gratuitamente, faça sol ou chuva, acordam com o cantar do galo, assim podem aproveitar ao máximo a primeira banda do dia, pois a segunda é dedicada a difícil e muitas vezes vã tentativa de obter instrução, em alguma escola de algum governo desgovernado.(Difícil, pois além de todas as dificuldades que alguns cansam de falar para que outros cansem de ouvir, o que é oferecido para meu povinho é um quebra-cabeça faltando peça, como se já não bastasse oferecer-lhes um quebra-cabeça.).- Lá vem Maria! - Diz Benedito em seu grito vestido de sussurro, esperando que alguém que bem conhece ponha a cara no muro do outro lado da rua. Mal-acabado seu ato de grito sussurrado, já se vê Zé afobado, pondo a cabeça no muro. Ingênuo, fora Benedito ao pensar que em sussurrar seu grito, apenas Zé iria ouvi-lo. Pois Maria, que a muitas sextas de sua vida repetia o mesmo ritual pela manhã, já percebia o inofensivo e até agradável assanhamento dos guris. Por isso fazia questão de dar-lhes um belo bom dia acompanhado de um belo sorriso. E lá ficavam Zé e Benedito, um de cada lado da rua, cada qual no seu muro com seus curtos, porém, paradisíacos segundos de “abestalhamento”, enquanto Maria passava, sorrindo de canto de boca, indo ao encontro da padaria. O que “encucava” Maria é que durante seus quase completos vinte e três anos, nunca os reencontrava na volta para casa. Mas era curiosidade passageira que logo caçava seu rumo para na próxima sexta voltar.
Elvis Marlon
Elvis Marlon
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Valerá
"Ouro valeu e vale
Depois de nada valer
Água valerá no vale
No dia em que não mais a ver!"
Elvis Marlon
Depois de nada valer
Água valerá no vale
No dia em que não mais a ver!"
Elvis Marlon
Suicida
"Em quanto o povo se nega, eu me nego mais.
Eu me drogo!
Em quanto o povo se cega, eu me cego mais.
Eu me drogo!
Em quanto o povo chora, eu não choro mais.
Eu me drogo!
Em quanto o povo se mata...
Eu me drogo!"
Elvis Marlon
Eu me drogo!
Em quanto o povo se cega, eu me cego mais.
Eu me drogo!
Em quanto o povo chora, eu não choro mais.
Eu me drogo!
Em quanto o povo se mata...
Eu me drogo!"
Elvis Marlon
“ A busca em dominar a língua pode ser arrebatada e constante. Em tal possibilidade não deve haver trégua. Só assim. Violentada, chicoteada, crucificada, estará de corpo e alma entregue ao sacrifício da comunicação.”
“O Brasil também é um rosto bonito de mãos sujas e pés encardidos e maltratados.”
“A existência divina “POP” é diretamente proporcional a ignorância humana.”
“Todo ponto é possivelmente uma reta, assim como, toda reta é possivelmente um plano.”
“O que vem depois não sei! O que sei é que a resposta me levará sempre a uma pergunta.”
Elvis Marlon
“O Brasil também é um rosto bonito de mãos sujas e pés encardidos e maltratados.”
“A existência divina “POP” é diretamente proporcional a ignorância humana.”
“Todo ponto é possivelmente uma reta, assim como, toda reta é possivelmente um plano.”
“O que vem depois não sei! O que sei é que a resposta me levará sempre a uma pergunta.”
Elvis Marlon
Possibilidade
"Desde sempre, desde ser, eu, o homem, necessita conhecer o desconhecido. ? Ou explicar o desconhecido possivelmente conhecido e inexplicavelmente explicado? Eu devo explicar de quem sou e a quem me é? A explicação corresponde aos fatos? Os fatos é o que há? Na relação, o que limita as partes?"
O ser, possivelmente é e faz parte...
Elvis Marlon
O ser, possivelmente é e faz parte...
Elvis Marlon
Vício
Eu, ser, só
Vazio de tudo ser
Pedra, pó
Iludo-me de explicações
Re-significo a razão.
Aprisiono a verdade em fatos.
Crio meu circo de horrores.
E vendo ingresso para os gatos.
Como gato, entretenho-me. (Entretenham-me!)
Perco o tempo das coisas.
Em quanto o circo me come.
Durante meu grande espetáculo
Arquitetei o meu fim
O vício!
Elvis Marlon
Vazio de tudo ser
Pedra, pó
Iludo-me de explicações
Re-significo a razão.
Aprisiono a verdade em fatos.
Crio meu circo de horrores.
E vendo ingresso para os gatos.
Como gato, entretenho-me. (Entretenham-me!)
Perco o tempo das coisas.
Em quanto o circo me come.
Durante meu grande espetáculo
Arquitetei o meu fim
O vício!
Elvis Marlon
quinta-feira, 17 de julho de 2008
A gratidão da flor
Obrigado, seu moço!
Pelo tempo que a mim dedicou.
Obrigado, seu moço!
Pelos dias, nos quais me banhou.
Obrigado, seu moço!
Pelo sol que me pôs a aclarar.
Obrigado, seu moço!
Pelas vezes que se opôs a arrancar
Obrigado, seu moço!
Obrigado, seu moço!
Obrigado, seu moço!
Elvis Marlon
Pelo tempo que a mim dedicou.
Obrigado, seu moço!
Pelos dias, nos quais me banhou.
Obrigado, seu moço!
Pelo sol que me pôs a aclarar.
Obrigado, seu moço!
Pelas vezes que se opôs a arrancar
Obrigado, seu moço!
Obrigado, seu moço!
Obrigado, seu moço!
Elvis Marlon
A gente morre!
Alguém lhe afirmou.
Ele sempre acreditou ter compreendido, não somente que morremos, mas, compreendido tudo que lhe aparentara ter compreendido quando em algum momento de sua vida creu ter se feito compreender.
Mas... Descobriu que nunca se compreende nada. Está sempre se compreendendo.
Sempre que sua cultura pensa em festejar com seu ego a aquisição de mais um conhecimento, a vida se chega, tirando sarro de sua ingenuidade e inútil segurança de achar que sabe e se revela mais um pouquinho. E lá estava ele, comemorando por parecer ter montado mais um quebra cabeça...
Puêm! Puêm! Puêm! Puêm! Puêeem...
A danada mostra e demonstra que tal quebra-cabeça é apenas uma peça de outro quebra-cabeça que é peça de outro quebra-cabeça...
O que lhe quebra a cabeça ao tentar compreender.
Mas... Por que tentar compreender, se ele já compreendeu que nunca se compreende nada?
Mas se nunca se compreende nada, como pode ele ter compreendido?
Não sei. Espero, um dia, compreendê-lo.
Elvis Marlon
Alguém lhe afirmou.
Ele sempre acreditou ter compreendido, não somente que morremos, mas, compreendido tudo que lhe aparentara ter compreendido quando em algum momento de sua vida creu ter se feito compreender.
Mas... Descobriu que nunca se compreende nada. Está sempre se compreendendo.
Sempre que sua cultura pensa em festejar com seu ego a aquisição de mais um conhecimento, a vida se chega, tirando sarro de sua ingenuidade e inútil segurança de achar que sabe e se revela mais um pouquinho. E lá estava ele, comemorando por parecer ter montado mais um quebra cabeça...
Puêm! Puêm! Puêm! Puêm! Puêeem...
A danada mostra e demonstra que tal quebra-cabeça é apenas uma peça de outro quebra-cabeça que é peça de outro quebra-cabeça...
O que lhe quebra a cabeça ao tentar compreender.
Mas... Por que tentar compreender, se ele já compreendeu que nunca se compreende nada?
Mas se nunca se compreende nada, como pode ele ter compreendido?
Não sei. Espero, um dia, compreendê-lo.
Elvis Marlon
"De todas as vezes que me abdiquei
De todos os berros que a ti dediquei
De todas as vezes que te procurei
De todos os medos que a ti confessei
Dos poucos momentos que a gente brigou
De todos os risos que me arrancou
De todo o segredo que me confessou
De alguma tarde em que você chorou...
É feita a nossa amizade."
Elvis Marlon
De todos os berros que a ti dediquei
De todas as vezes que te procurei
De todos os medos que a ti confessei
Dos poucos momentos que a gente brigou
De todos os risos que me arrancou
De todo o segredo que me confessou
De alguma tarde em que você chorou...
É feita a nossa amizade."
Elvis Marlon