A gente morre!
Alguém lhe afirmou.
Ele sempre acreditou ter compreendido, não somente que morremos, mas, compreendido tudo que lhe aparentara ter compreendido quando em algum momento de sua vida creu ter se feito compreender.
Mas... Descobriu que nunca se compreende nada. Está sempre se compreendendo.
Sempre que sua cultura pensa em festejar com seu ego a aquisição de mais um conhecimento, a vida se chega, tirando sarro de sua ingenuidade e inútil segurança de achar que sabe e se revela mais um pouquinho. E lá estava ele, comemorando por parecer ter montado mais um quebra cabeça...
Puêm! Puêm! Puêm! Puêm! Puêeem...
A danada mostra e demonstra que tal quebra-cabeça é apenas uma peça de outro quebra-cabeça que é peça de outro quebra-cabeça...
O que lhe quebra a cabeça ao tentar compreender.
Mas... Por que tentar compreender, se ele já compreendeu que nunca se compreende nada?
Mas se nunca se compreende nada, como pode ele ter compreendido?
Não sei. Espero, um dia, compreendê-lo.
Elvis Marlon
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