terça-feira, 28 de outubro de 2008

Dormir na sala é um saco!!!!

Por sons de hélices, dormência
e pássaros toscos acuados,
amanhece em tua casa a ausência
que, a teu contrário, acorda a meu lado

Vago entre livros,
matando a fome gulosa
que logo dá-me bom dia!
Abrindo portas de armário, tomando um copo da pia.

E de quando em quando te invado,
comendo teu bafo no beijo
até que me vira para o lado

Então retorno ao sofá comum
Da manhã "bebum"
Pronto a ser amado


Elvis Marlon

Só... Sabiá...

Quem me acorda cedo é o sabiá.
Dono da rua, para qual cisma voltar.
Quem me canta bom dia é o sabiá.
Do alto do pé de Pitanga que há.
Quem me grita ao portão é o sabiá.
Até que seu canto, eu me ponha a imitar.
Quem me some e se cala é o sabiá.
Após esquecer-lhe e entrar para almoçar.
Quem já volta sem mágoas é o sabiá.
Feito moleque, querendo brincar.
Quem à tarde me encanta é o sabiá.
De longe, para o homem não o aprisionar.
Quem chora em Caxias é o sabiá.
Sobra do belo que foi... E que não mais haverá...



Elvis Marlon

domingo, 12 de outubro de 2008

- Diferente Conseqüente -

“Pense, seja gente, libere a sua mente.
Não seja demente, relaxe, enfrente.
Cuide da sua vida, erga-se, esteja ciente.
Pense em você mesmo, fique carente.
Acredite, aposte, creia, seja crente.
Relaxe, beba, fume, e fique impaciente.
Corra, pule, grite, fique puto propositalmente.
Ame a vida, plante felicidade e colha sorridente.
Na vida tudo passa, se não passar, suma der repente.
Volte, sinta-se aliviado e fique com cara de inocente.”

Moisés Freire

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Força, menino! Força!

O círculo de fogo e luz, raiou.
E absoluto, reina o mar de céu.
Eu que só, contemplo seu calor
Me curo, feito o rezar do padre infiél.

Ouso olhar-lhe a desconhecida e lisa face
Que de tão clara me escurece a vista, ao avistar
Pouco tristonho, não lhe peço em presse
O que meu silêncio não custa à explanar

Porém se os astros e todos os universos
Tendem a conspirar, à favorecer
Hei de dedicar-me a meus versos

Os sensíveis são menos perversos
Vou à gerra buscar meu sucesso
Pois para vida não quero morrer

Elvis Marlon

Ler?

Ler?
Ler para quê?
Ler é introspectivo demais.
Meu tempo é curto.
Tem muita coisa acontecendo na minha superfície, muita luz!
Eu, Ser púbere, adoro luz, sabia? Meu vício inconsciente. Desde sempre. Desde o fogo.
(Independente de estar ou não Púbere)
Luz que me prende a atenção e ofusca meu tempo
E Eles? Eles não são bobos. Eles sabem. Sabem tanto que inventaram, inventam e inventarão inventos para minha distração.
Com luz, claro! Sem luz não me chama tanta atenção
Não como a grande invenção. A Caixa de Luz.
E como é Popular. Por que será?
Até me deram uma! Quero dizer. Na verdade não me deram.
Minha mãe comprou.
Minha mãe adora comprar.
Pensando bem, eu não leio, mas tenho Caixa de Luz.
Ela me mostra tanta coisa. Coisas que não fazem parte de mim e nunca farão.
Mas ela mostra.
Diz como eu tenho que ser. O que tenho que fazer. O que devo comprar.
Um pouco ditadora. Bastante ditadora. Ditadora, pronto!
E, “ó”! Não diz só para mim não. Para os meus amigos também.
Para todo o mundo.
Para ter o mundo.
Assim o que nos resta é reafirmar o que nos afirmam.
É bem mais prático e rápido, não acha?
Meu tempo é curto.
Sem tempo de questionar. Reformular. Transformar.
O tempo que tenho, gasto! Jogo fora.
Iludo-me na ilusão que me vendem.
Até que eu não tenha mais tempo de fato! Tempo de funcionar para Eles.
Então me arrancam à ilusão e me enxotam.
De cara na seca e dura realidade.
Sem luz.


Elvis Marlon

Foi ela

Menina!
Que diz frases belas
Me diz muitas delas
Quando só quero um olhar

Me encanta
Me faz ser criança
Me deixa feliz
Mas também me faz chorar

Parece estar sempre segura
Ser sempre perfeita
Imatura só para me amar

E quando digo que te amo
É o teu silêncio
Que quero escutar

Menina!
Que diz frases belas
Me diz muitas delas
Quando só quero um olhar...


Elvis Marlon

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

"Meu São Seu Jorge"

Seu Jorge me empreste a espada
Pois meu povo anda carente
Vão feito pipa avoada
Me dói cada vez mais o dente

Meu baralho barato e marcado
Incapaz de uma mera ilusão
Venderei ao neguinho torrado
E fujo para o meu, só meu, sertão.

Quanto a espada de são Jorge
Usarei de tiro ao alvo
Mirarei o ponto forte
Acertado, grito: Bravo!!!!

Elvis Marlon