sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Ler?

Ler?
Ler para quê?
Ler é introspectivo demais.
Meu tempo é curto.
Tem muita coisa acontecendo na minha superfície, muita luz!
Eu, Ser púbere, adoro luz, sabia? Meu vício inconsciente. Desde sempre. Desde o fogo.
(Independente de estar ou não Púbere)
Luz que me prende a atenção e ofusca meu tempo
E Eles? Eles não são bobos. Eles sabem. Sabem tanto que inventaram, inventam e inventarão inventos para minha distração.
Com luz, claro! Sem luz não me chama tanta atenção
Não como a grande invenção. A Caixa de Luz.
E como é Popular. Por que será?
Até me deram uma! Quero dizer. Na verdade não me deram.
Minha mãe comprou.
Minha mãe adora comprar.
Pensando bem, eu não leio, mas tenho Caixa de Luz.
Ela me mostra tanta coisa. Coisas que não fazem parte de mim e nunca farão.
Mas ela mostra.
Diz como eu tenho que ser. O que tenho que fazer. O que devo comprar.
Um pouco ditadora. Bastante ditadora. Ditadora, pronto!
E, “ó”! Não diz só para mim não. Para os meus amigos também.
Para todo o mundo.
Para ter o mundo.
Assim o que nos resta é reafirmar o que nos afirmam.
É bem mais prático e rápido, não acha?
Meu tempo é curto.
Sem tempo de questionar. Reformular. Transformar.
O tempo que tenho, gasto! Jogo fora.
Iludo-me na ilusão que me vendem.
Até que eu não tenha mais tempo de fato! Tempo de funcionar para Eles.
Então me arrancam à ilusão e me enxotam.
De cara na seca e dura realidade.
Sem luz.


Elvis Marlon

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