Quem me acorda cedo é o sabiá.
Dono da rua, para qual cisma voltar.
Quem me canta bom dia é o sabiá.
Do alto do pé de Pitanga que há.
Quem me grita ao portão é o sabiá.
Até que seu canto, eu me ponha a imitar.
Quem me some e se cala é o sabiá.
Após esquecer-lhe e entrar para almoçar.
Quem já volta sem mágoas é o sabiá.
Feito moleque, querendo brincar.
Quem à tarde me encanta é o sabiá.
De longe, para o homem não o aprisionar.
Quem chora em Caxias é o sabiá.
Sobra do belo que foi... E que não mais haverá...
Elvis Marlon
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