Por sons de hélices, dormência
e pássaros toscos acuados,
amanhece em tua casa a ausência
que, a teu contrário, acorda a meu lado
Vago entre livros,
matando a fome gulosa
que logo dá-me bom dia!
Abrindo portas de armário, tomando um copo da pia.
E de quando em quando te invado,
comendo teu bafo no beijo
até que me vira para o lado
Então retorno ao sofá comum
Da manhã "bebum"
Pronto a ser amado
Elvis Marlon
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Só... Sabiá...
Quem me acorda cedo é o sabiá.
Dono da rua, para qual cisma voltar.
Quem me canta bom dia é o sabiá.
Do alto do pé de Pitanga que há.
Quem me grita ao portão é o sabiá.
Até que seu canto, eu me ponha a imitar.
Quem me some e se cala é o sabiá.
Após esquecer-lhe e entrar para almoçar.
Quem já volta sem mágoas é o sabiá.
Feito moleque, querendo brincar.
Quem à tarde me encanta é o sabiá.
De longe, para o homem não o aprisionar.
Quem chora em Caxias é o sabiá.
Sobra do belo que foi... E que não mais haverá...
Elvis Marlon
Dono da rua, para qual cisma voltar.
Quem me canta bom dia é o sabiá.
Do alto do pé de Pitanga que há.
Quem me grita ao portão é o sabiá.
Até que seu canto, eu me ponha a imitar.
Quem me some e se cala é o sabiá.
Após esquecer-lhe e entrar para almoçar.
Quem já volta sem mágoas é o sabiá.
Feito moleque, querendo brincar.
Quem à tarde me encanta é o sabiá.
De longe, para o homem não o aprisionar.
Quem chora em Caxias é o sabiá.
Sobra do belo que foi... E que não mais haverá...
Elvis Marlon
domingo, 12 de outubro de 2008
- Diferente Conseqüente -
“Pense, seja gente, libere a sua mente.
Não seja demente, relaxe, enfrente.
Cuide da sua vida, erga-se, esteja ciente.
Pense em você mesmo, fique carente.
Acredite, aposte, creia, seja crente.
Relaxe, beba, fume, e fique impaciente.
Corra, pule, grite, fique puto propositalmente.
Ame a vida, plante felicidade e colha sorridente.
Na vida tudo passa, se não passar, suma der repente.
Volte, sinta-se aliviado e fique com cara de inocente.”
Moisés Freire
Não seja demente, relaxe, enfrente.
Cuide da sua vida, erga-se, esteja ciente.
Pense em você mesmo, fique carente.
Acredite, aposte, creia, seja crente.
Relaxe, beba, fume, e fique impaciente.
Corra, pule, grite, fique puto propositalmente.
Ame a vida, plante felicidade e colha sorridente.
Na vida tudo passa, se não passar, suma der repente.
Volte, sinta-se aliviado e fique com cara de inocente.”
Moisés Freire
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Força, menino! Força!
O círculo de fogo e luz, raiou.
E absoluto, reina o mar de céu.
Eu que só, contemplo seu calor
Me curo, feito o rezar do padre infiél.
Ouso olhar-lhe a desconhecida e lisa face
Que de tão clara me escurece a vista, ao avistar
Pouco tristonho, não lhe peço em presse
O que meu silêncio não custa à explanar
Porém se os astros e todos os universos
Tendem a conspirar, à favorecer
Hei de dedicar-me a meus versos
Os sensíveis são menos perversos
Vou à gerra buscar meu sucesso
Pois para vida não quero morrer
Elvis Marlon
E absoluto, reina o mar de céu.
Eu que só, contemplo seu calor
Me curo, feito o rezar do padre infiél.
Ouso olhar-lhe a desconhecida e lisa face
Que de tão clara me escurece a vista, ao avistar
Pouco tristonho, não lhe peço em presse
O que meu silêncio não custa à explanar
Porém se os astros e todos os universos
Tendem a conspirar, à favorecer
Hei de dedicar-me a meus versos
Os sensíveis são menos perversos
Vou à gerra buscar meu sucesso
Pois para vida não quero morrer
Elvis Marlon
Ler?
Ler?
Ler para quê?
Ler é introspectivo demais.
Meu tempo é curto.
Tem muita coisa acontecendo na minha superfície, muita luz!
Eu, Ser púbere, adoro luz, sabia? Meu vício inconsciente. Desde sempre. Desde o fogo.
(Independente de estar ou não Púbere)
Luz que me prende a atenção e ofusca meu tempo
E Eles? Eles não são bobos. Eles sabem. Sabem tanto que inventaram, inventam e inventarão inventos para minha distração.
Com luz, claro! Sem luz não me chama tanta atenção
Não como a grande invenção. A Caixa de Luz.
E como é Popular. Por que será?
Até me deram uma! Quero dizer. Na verdade não me deram.
Minha mãe comprou.
Minha mãe adora comprar.
Pensando bem, eu não leio, mas tenho Caixa de Luz.
Ela me mostra tanta coisa. Coisas que não fazem parte de mim e nunca farão.
Mas ela mostra.
Diz como eu tenho que ser. O que tenho que fazer. O que devo comprar.
Um pouco ditadora. Bastante ditadora. Ditadora, pronto!
E, “ó”! Não diz só para mim não. Para os meus amigos também.
Para todo o mundo.
Para ter o mundo.
Assim o que nos resta é reafirmar o que nos afirmam.
É bem mais prático e rápido, não acha?
Meu tempo é curto.
Sem tempo de questionar. Reformular. Transformar.
O tempo que tenho, gasto! Jogo fora.
Iludo-me na ilusão que me vendem.
Até que eu não tenha mais tempo de fato! Tempo de funcionar para Eles.
Então me arrancam à ilusão e me enxotam.
De cara na seca e dura realidade.
Sem luz.
Elvis Marlon
Ler para quê?
Ler é introspectivo demais.
Meu tempo é curto.
Tem muita coisa acontecendo na minha superfície, muita luz!
Eu, Ser púbere, adoro luz, sabia? Meu vício inconsciente. Desde sempre. Desde o fogo.
(Independente de estar ou não Púbere)
Luz que me prende a atenção e ofusca meu tempo
E Eles? Eles não são bobos. Eles sabem. Sabem tanto que inventaram, inventam e inventarão inventos para minha distração.
Com luz, claro! Sem luz não me chama tanta atenção
Não como a grande invenção. A Caixa de Luz.
E como é Popular. Por que será?
Até me deram uma! Quero dizer. Na verdade não me deram.
Minha mãe comprou.
Minha mãe adora comprar.
Pensando bem, eu não leio, mas tenho Caixa de Luz.
Ela me mostra tanta coisa. Coisas que não fazem parte de mim e nunca farão.
Mas ela mostra.
Diz como eu tenho que ser. O que tenho que fazer. O que devo comprar.
Um pouco ditadora. Bastante ditadora. Ditadora, pronto!
E, “ó”! Não diz só para mim não. Para os meus amigos também.
Para todo o mundo.
Para ter o mundo.
Assim o que nos resta é reafirmar o que nos afirmam.
É bem mais prático e rápido, não acha?
Meu tempo é curto.
Sem tempo de questionar. Reformular. Transformar.
O tempo que tenho, gasto! Jogo fora.
Iludo-me na ilusão que me vendem.
Até que eu não tenha mais tempo de fato! Tempo de funcionar para Eles.
Então me arrancam à ilusão e me enxotam.
De cara na seca e dura realidade.
Sem luz.
Elvis Marlon
Foi ela
Menina!
Que diz frases belas
Me diz muitas delas
Quando só quero um olhar
Me encanta
Me faz ser criança
Me deixa feliz
Mas também me faz chorar
Parece estar sempre segura
Ser sempre perfeita
Imatura só para me amar
E quando digo que te amo
É o teu silêncio
Que quero escutar
Menina!
Que diz frases belas
Me diz muitas delas
Quando só quero um olhar...
Elvis Marlon
Que diz frases belas
Me diz muitas delas
Quando só quero um olhar
Me encanta
Me faz ser criança
Me deixa feliz
Mas também me faz chorar
Parece estar sempre segura
Ser sempre perfeita
Imatura só para me amar
E quando digo que te amo
É o teu silêncio
Que quero escutar
Menina!
Que diz frases belas
Me diz muitas delas
Quando só quero um olhar...
Elvis Marlon
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
"Meu São Seu Jorge"
Seu Jorge me empreste a espada
Pois meu povo anda carente
Vão feito pipa avoada
Me dói cada vez mais o dente
Meu baralho barato e marcado
Incapaz de uma mera ilusão
Venderei ao neguinho torrado
E fujo para o meu, só meu, sertão.
Quanto a espada de são Jorge
Usarei de tiro ao alvo
Mirarei o ponto forte
Acertado, grito: Bravo!!!!
Elvis Marlon
Pois meu povo anda carente
Vão feito pipa avoada
Me dói cada vez mais o dente
Meu baralho barato e marcado
Incapaz de uma mera ilusão
Venderei ao neguinho torrado
E fujo para o meu, só meu, sertão.
Quanto a espada de são Jorge
Usarei de tiro ao alvo
Mirarei o ponto forte
Acertado, grito: Bravo!!!!
Elvis Marlon
sábado, 20 de setembro de 2008
Que tenhamos medo, e nos haja coragem
Que tenhamos sede e água à vontade
Que a lucidez nos permita a viagem...
Que nos afoguemos estando à margem
Que choremos pelos vivos rindo da propria morte
Que tenhamos tristezas nunca tatuadas...
E que tatuados estejam nossos cortes
Para que lembradas sejam as noites desvairadas
E que porém desvairados, sejamos fortes!!!
Jonas de Sá e Elvis Marlon
Que tenhamos sede e água à vontade
Que a lucidez nos permita a viagem...
Que nos afoguemos estando à margem
Que choremos pelos vivos rindo da propria morte
Que tenhamos tristezas nunca tatuadas...
E que tatuados estejam nossos cortes
Para que lembradas sejam as noites desvairadas
E que porém desvairados, sejamos fortes!!!
Jonas de Sá e Elvis Marlon
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Relato de réu culpado
Linda. Apaixonei-me desde a primeira vez que a vi. Vestido amarelo. Vestido amarelo. Lindo. Todo domingo, lá estava ela: acompanhada do mesmo casal, sempre. Os parques parecem ser mais bonitos aos domingos. Ela também parecia, apesar de ser o único dia da semana no qual a via. A via e só. Sempre fui muito tímido. Não teria coragem de lhe falar qualquer coisa na frente do casal. Mas um dia tive. Por algum motivo, ela se afastou do casal. Talvez não a fizessem bem. E eu me aproximei sem que notasse. Queria declarar meu amor. Só me percebeu quando a segurei pelo braço. Sem saber o que dizer, parecia assustada. Mas ao mesmo tempo era lindo. Foi a primeira vez que nosso olhar se cruzou. E tive medo. Medo de que nosso momento fosse interrompido pelo casal. Também vi medo em seu olhar. Só podia ser pelo casal. Malditos. Sem pensar muito, agi. E fugi em direção a mata fechada com meu amor nos braços. Algo caiu pelo caminho, talvez seu brinquedo. Ela chorou. E continuou a chorar por mais que eu dissesse que ficaríamos a salvo dos malditos. Parei apenas quando me pareceu segura a distância. E mesmo assim chorava. Por quê? Demonstrei tanta valentia, a salvei dos malditos. Sem nem questionar o que fizeram. E mesmo assim chorava. Não reconhecia todo amor necessário para realizar tal ato de fuga. Apenas chorava. Pedi-lhe um beijo. Um único beijo. Mas só sabia chorar. Ingrata. Tomei-lhe o beijo. Com toda a vontade acumulada desde a primeira vez que a vi. Nunca tinha beijado boca tão pequenina. Tão doce. Já descontrolado de desejo, pedia apenas que me amasse. Mas a desgraçada desatava a chorar. Maldita. Assim como o casal. Maldita. Ingrata. Já que gostava tanto de chorar, dei um bom motivo para chorar. Soquei-lhe a cara, e quanto mais chorava, mais a socava. Até que parou de chorar. Mas o medo parecia ter se transformado em algo maior. Pavor, horror. Ela não me amava. A pequenina não me amava. Havia me seduzido. Maldita. Merecia um castigo. Merecia a dor. O sangue. Tomei-a para mim. A possuí com toda a minha força. Com todo o meu amor. Ela voltou a chorar. Dessa vez, um choro mais intenso. Não tinha esse direito. Estava sendo castigada por me fazer sofrer. Não tinha o direito ao choro. Voltei a socá-la. Dessa vez sem parar. Na cabeça. No peito. Na costela. Até quebrar todos os seus ossinhos. Até que nunca mais chorasse. Como era linda a minha pequenina.
Elvis Marlon
Elvis Marlon
sábado, 13 de setembro de 2008
Fraco!!
"Estou tentando tentar.
Já a um tanto não me tento.
Que as tantas vezes em que me enganei para o tempo
permita-me permitir-me tentar!"
Elvis Marlon
Já a um tanto não me tento.
Que as tantas vezes em que me enganei para o tempo
permita-me permitir-me tentar!"
Elvis Marlon
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Parabéns a todos nós!
Pela divina mentira de cada dia
Parabéns!
Para o bem de todos nós!
Que não queiramos só felicidades
Para o bem...
A evolução virá!
Nem que arrastada pela desgraça
A evolução virá!
E toda a carne, não mais privará
A evolução virá!
Mesmo que cover eu seja pra sempre
Há revolução!!!
A evolução virá!
E que essa guerra nos torne guerreiros
A evolução virá!
Brancos em pretos, crentes em macumbeiros
A evolução virá!
E que meus filhos só morram depois que eu...
Elvis Marlon
Pela divina mentira de cada dia
Parabéns!
Para o bem de todos nós!
Que não queiramos só felicidades
Para o bem...
A evolução virá!
Nem que arrastada pela desgraça
A evolução virá!
E toda a carne, não mais privará
A evolução virá!
Mesmo que cover eu seja pra sempre
Há revolução!!!
A evolução virá!
E que essa guerra nos torne guerreiros
A evolução virá!
Brancos em pretos, crentes em macumbeiros
A evolução virá!
E que meus filhos só morram depois que eu...
Elvis Marlon
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Bom dia?
Em uma dessas valiosas e caxienses manhãs quaisquer, que passam muitas vezes despercebidas por mim e por muitos, percebi através de um “Bom dia!”, meu por sinal, uma ameaça a todos os gentis e simpáticos cidadãos que ainda preservam o bom hábito de oferecer o sempre bem-vindo “Bom dia!”.
Para variar (literalmente) eu havia acordado cedo com toda a disposição que me é dada durante minhas intermitentes fases de auto-estima, onde primordialmente por terapia e posteriormente por obrigação, costumo varrer o quintal e a calçada da frente de minha casa. Com a experiência que adquiri durante tais manhãs, já havia elaborado toda uma técnica que colaborava para que minhas tarefas com a vassoura fossem cada vez mais agradáveis e eficientes. Pois bem, quando ainda expulsava com toda a sutileza as menores entre as folhas secas que entulhavam a sarjeta e as brechas entre os paralelepípedos do meio-fio, tomado de entusiasmo que até as mais simples realizações nos proporcionam, resolvo compartilhar parte de minha efêmera alegria com uma senhora que se aproxima, preste a cruzar o portão de minha casa, onde me encontro. Já decidido a ofertar-lhe meu bem intencionado “Bom dia!”, aguardo o momento ideal, que a meu ver seria o instante em que descompromissadamente me fitaria. Não fitou-me. De súbito, antes que por mim passasse , exclamei: Bom dia! A senhora que antes passava sem nem fita oferecer-me, agora me olhava assustada, desconfiada, mas com sua caminhada ininterrupta. Tal reação surpreendeu-me, ousei um sorriso amarelo. Recusado, logo em seguida. A senhora resolveu não arriscar, deu-me as costas e seguiu sem olhar para atrás com andar desconcertado. Guardei meu sorriso amarelo e continuei meu trabalho certo de que insistiria em arriscar com o próximo que me cruzasse, um: Bom dia!...
Elvis Marlon
Para variar (literalmente) eu havia acordado cedo com toda a disposição que me é dada durante minhas intermitentes fases de auto-estima, onde primordialmente por terapia e posteriormente por obrigação, costumo varrer o quintal e a calçada da frente de minha casa. Com a experiência que adquiri durante tais manhãs, já havia elaborado toda uma técnica que colaborava para que minhas tarefas com a vassoura fossem cada vez mais agradáveis e eficientes. Pois bem, quando ainda expulsava com toda a sutileza as menores entre as folhas secas que entulhavam a sarjeta e as brechas entre os paralelepípedos do meio-fio, tomado de entusiasmo que até as mais simples realizações nos proporcionam, resolvo compartilhar parte de minha efêmera alegria com uma senhora que se aproxima, preste a cruzar o portão de minha casa, onde me encontro. Já decidido a ofertar-lhe meu bem intencionado “Bom dia!”, aguardo o momento ideal, que a meu ver seria o instante em que descompromissadamente me fitaria. Não fitou-me. De súbito, antes que por mim passasse , exclamei: Bom dia! A senhora que antes passava sem nem fita oferecer-me, agora me olhava assustada, desconfiada, mas com sua caminhada ininterrupta. Tal reação surpreendeu-me, ousei um sorriso amarelo. Recusado, logo em seguida. A senhora resolveu não arriscar, deu-me as costas e seguiu sem olhar para atrás com andar desconcertado. Guardei meu sorriso amarelo e continuei meu trabalho certo de que insistiria em arriscar com o próximo que me cruzasse, um: Bom dia!...
Elvis Marlon
Bicho do mato
Bicho do mato que mato!
Por que me olhas sombrio?
Tens tanta moléstia nos olhos
Perdeste todo teu brio
Bicho do mato que mato!
Que já não dá bote, nem canta
Sujeito à minha vaidade
Que o guarda, que o falha, que o tranca
Bicho do mato que mato
Creio que tu mal tens vida
Bicho vazio, de nada
Não choras, não sofres, só findas
Bicho do mato que mato
Bicho do mato que prendo
Bicho do mato que eu compro
Bicho do mato que eu vendo
Corre para o mato
Bicho do mato
Que eu mato!
Elvis Marlon
Por que me olhas sombrio?
Tens tanta moléstia nos olhos
Perdeste todo teu brio
Bicho do mato que mato!
Que já não dá bote, nem canta
Sujeito à minha vaidade
Que o guarda, que o falha, que o tranca
Bicho do mato que mato
Creio que tu mal tens vida
Bicho vazio, de nada
Não choras, não sofres, só findas
Bicho do mato que mato
Bicho do mato que prendo
Bicho do mato que eu compro
Bicho do mato que eu vendo
Corre para o mato
Bicho do mato
Que eu mato!
Elvis Marlon
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Acorda gente contente!
Tudo é tão pouco pra gente!
Tu sabes o que é ser feliz?
Se achas que sabes me diz!
Teu silêncio,
Me revela tua verdade.
Como ser feliz,
Sem haver liberdade?
Quantos pecados afirmam ser teu.
Não és culpa tua,
Se ele morreu!
Agente morre, vamos embora!
Mas não é justo conosco,
Que morramos antes da hora!!
Elvis Marlon
Tudo é tão pouco pra gente!
Tu sabes o que é ser feliz?
Se achas que sabes me diz!
Teu silêncio,
Me revela tua verdade.
Como ser feliz,
Sem haver liberdade?
Quantos pecados afirmam ser teu.
Não és culpa tua,
Se ele morreu!
Agente morre, vamos embora!
Mas não é justo conosco,
Que morramos antes da hora!!
Elvis Marlon
terça-feira, 22 de julho de 2008
Sexta...
Apesar de nunca ter tocado no luxo, na luxúria sim. Essa a possuía ou “a” possuía essa: imagem forte e bem desenhada, cheia de curva. Do “cabra” de primeira bater os olhos e ficar alguns segundos, abestalhado. Com libido feito passarinho brabo se batendo na gaiola que o aprisiona. Os guris que naturalmente se encontram na “idade do macaco”, festejam na quinta à noite após o “bába” a chegada da manhã de sexta. Pois é o dia da moça comprar o pão, já que acorda cedo para ir ao cursinho semanal de computação que sua avó lhe matriculara. A caminho da padaria, vestindo seu shortinho de dormir, curtinho, que por debaixo da camisa de manga breve se esconde de vez; dá bom dia a quem estiver na rua, atiçando e renovando já pela manhã, a imaginação dos guris que curiosamente e exclusivamente naquele dia aproveitam para tomar um demorado banho após a sagrada, consagrada e essencial cena matinal de sexta. Prazer esse, que é lhes dado gratuitamente, faça sol ou chuva, acordam com o cantar do galo, assim podem aproveitar ao máximo a primeira banda do dia, pois a segunda é dedicada a difícil e muitas vezes vã tentativa de obter instrução, em alguma escola de algum governo desgovernado.(Difícil, pois além de todas as dificuldades que alguns cansam de falar para que outros cansem de ouvir, o que é oferecido para meu povinho é um quebra-cabeça faltando peça, como se já não bastasse oferecer-lhes um quebra-cabeça.).- Lá vem Maria! - Diz Benedito em seu grito vestido de sussurro, esperando que alguém que bem conhece ponha a cara no muro do outro lado da rua. Mal-acabado seu ato de grito sussurrado, já se vê Zé afobado, pondo a cabeça no muro. Ingênuo, fora Benedito ao pensar que em sussurrar seu grito, apenas Zé iria ouvi-lo. Pois Maria, que a muitas sextas de sua vida repetia o mesmo ritual pela manhã, já percebia o inofensivo e até agradável assanhamento dos guris. Por isso fazia questão de dar-lhes um belo bom dia acompanhado de um belo sorriso. E lá ficavam Zé e Benedito, um de cada lado da rua, cada qual no seu muro com seus curtos, porém, paradisíacos segundos de “abestalhamento”, enquanto Maria passava, sorrindo de canto de boca, indo ao encontro da padaria. O que “encucava” Maria é que durante seus quase completos vinte e três anos, nunca os reencontrava na volta para casa. Mas era curiosidade passageira que logo caçava seu rumo para na próxima sexta voltar.
Elvis Marlon
Elvis Marlon
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Valerá
"Ouro valeu e vale
Depois de nada valer
Água valerá no vale
No dia em que não mais a ver!"
Elvis Marlon
Depois de nada valer
Água valerá no vale
No dia em que não mais a ver!"
Elvis Marlon
Suicida
"Em quanto o povo se nega, eu me nego mais.
Eu me drogo!
Em quanto o povo se cega, eu me cego mais.
Eu me drogo!
Em quanto o povo chora, eu não choro mais.
Eu me drogo!
Em quanto o povo se mata...
Eu me drogo!"
Elvis Marlon
Eu me drogo!
Em quanto o povo se cega, eu me cego mais.
Eu me drogo!
Em quanto o povo chora, eu não choro mais.
Eu me drogo!
Em quanto o povo se mata...
Eu me drogo!"
Elvis Marlon
“ A busca em dominar a língua pode ser arrebatada e constante. Em tal possibilidade não deve haver trégua. Só assim. Violentada, chicoteada, crucificada, estará de corpo e alma entregue ao sacrifício da comunicação.”
“O Brasil também é um rosto bonito de mãos sujas e pés encardidos e maltratados.”
“A existência divina “POP” é diretamente proporcional a ignorância humana.”
“Todo ponto é possivelmente uma reta, assim como, toda reta é possivelmente um plano.”
“O que vem depois não sei! O que sei é que a resposta me levará sempre a uma pergunta.”
Elvis Marlon
“O Brasil também é um rosto bonito de mãos sujas e pés encardidos e maltratados.”
“A existência divina “POP” é diretamente proporcional a ignorância humana.”
“Todo ponto é possivelmente uma reta, assim como, toda reta é possivelmente um plano.”
“O que vem depois não sei! O que sei é que a resposta me levará sempre a uma pergunta.”
Elvis Marlon
Possibilidade
"Desde sempre, desde ser, eu, o homem, necessita conhecer o desconhecido. ? Ou explicar o desconhecido possivelmente conhecido e inexplicavelmente explicado? Eu devo explicar de quem sou e a quem me é? A explicação corresponde aos fatos? Os fatos é o que há? Na relação, o que limita as partes?"
O ser, possivelmente é e faz parte...
Elvis Marlon
O ser, possivelmente é e faz parte...
Elvis Marlon
Vício
Eu, ser, só
Vazio de tudo ser
Pedra, pó
Iludo-me de explicações
Re-significo a razão.
Aprisiono a verdade em fatos.
Crio meu circo de horrores.
E vendo ingresso para os gatos.
Como gato, entretenho-me. (Entretenham-me!)
Perco o tempo das coisas.
Em quanto o circo me come.
Durante meu grande espetáculo
Arquitetei o meu fim
O vício!
Elvis Marlon
Vazio de tudo ser
Pedra, pó
Iludo-me de explicações
Re-significo a razão.
Aprisiono a verdade em fatos.
Crio meu circo de horrores.
E vendo ingresso para os gatos.
Como gato, entretenho-me. (Entretenham-me!)
Perco o tempo das coisas.
Em quanto o circo me come.
Durante meu grande espetáculo
Arquitetei o meu fim
O vício!
Elvis Marlon
quinta-feira, 17 de julho de 2008
A gratidão da flor
Obrigado, seu moço!
Pelo tempo que a mim dedicou.
Obrigado, seu moço!
Pelos dias, nos quais me banhou.
Obrigado, seu moço!
Pelo sol que me pôs a aclarar.
Obrigado, seu moço!
Pelas vezes que se opôs a arrancar
Obrigado, seu moço!
Obrigado, seu moço!
Obrigado, seu moço!
Elvis Marlon
Pelo tempo que a mim dedicou.
Obrigado, seu moço!
Pelos dias, nos quais me banhou.
Obrigado, seu moço!
Pelo sol que me pôs a aclarar.
Obrigado, seu moço!
Pelas vezes que se opôs a arrancar
Obrigado, seu moço!
Obrigado, seu moço!
Obrigado, seu moço!
Elvis Marlon
A gente morre!
Alguém lhe afirmou.
Ele sempre acreditou ter compreendido, não somente que morremos, mas, compreendido tudo que lhe aparentara ter compreendido quando em algum momento de sua vida creu ter se feito compreender.
Mas... Descobriu que nunca se compreende nada. Está sempre se compreendendo.
Sempre que sua cultura pensa em festejar com seu ego a aquisição de mais um conhecimento, a vida se chega, tirando sarro de sua ingenuidade e inútil segurança de achar que sabe e se revela mais um pouquinho. E lá estava ele, comemorando por parecer ter montado mais um quebra cabeça...
Puêm! Puêm! Puêm! Puêm! Puêeem...
A danada mostra e demonstra que tal quebra-cabeça é apenas uma peça de outro quebra-cabeça que é peça de outro quebra-cabeça...
O que lhe quebra a cabeça ao tentar compreender.
Mas... Por que tentar compreender, se ele já compreendeu que nunca se compreende nada?
Mas se nunca se compreende nada, como pode ele ter compreendido?
Não sei. Espero, um dia, compreendê-lo.
Elvis Marlon
Alguém lhe afirmou.
Ele sempre acreditou ter compreendido, não somente que morremos, mas, compreendido tudo que lhe aparentara ter compreendido quando em algum momento de sua vida creu ter se feito compreender.
Mas... Descobriu que nunca se compreende nada. Está sempre se compreendendo.
Sempre que sua cultura pensa em festejar com seu ego a aquisição de mais um conhecimento, a vida se chega, tirando sarro de sua ingenuidade e inútil segurança de achar que sabe e se revela mais um pouquinho. E lá estava ele, comemorando por parecer ter montado mais um quebra cabeça...
Puêm! Puêm! Puêm! Puêm! Puêeem...
A danada mostra e demonstra que tal quebra-cabeça é apenas uma peça de outro quebra-cabeça que é peça de outro quebra-cabeça...
O que lhe quebra a cabeça ao tentar compreender.
Mas... Por que tentar compreender, se ele já compreendeu que nunca se compreende nada?
Mas se nunca se compreende nada, como pode ele ter compreendido?
Não sei. Espero, um dia, compreendê-lo.
Elvis Marlon
"De todas as vezes que me abdiquei
De todos os berros que a ti dediquei
De todas as vezes que te procurei
De todos os medos que a ti confessei
Dos poucos momentos que a gente brigou
De todos os risos que me arrancou
De todo o segredo que me confessou
De alguma tarde em que você chorou...
É feita a nossa amizade."
Elvis Marlon
De todos os berros que a ti dediquei
De todas as vezes que te procurei
De todos os medos que a ti confessei
Dos poucos momentos que a gente brigou
De todos os risos que me arrancou
De todo o segredo que me confessou
De alguma tarde em que você chorou...
É feita a nossa amizade."
Elvis Marlon